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sexta-feira, 6 de março de 2015

  

Marigold Hotel, 2012

(John Madeen )

 O Ocidente, esta população ruidosa e laboriosa que avança em direcção ás auto-estradas, está muito ocupada em fazer tudo, e em fazer tudo bem. Falo de nós. Da civilização Europeia e da sua marcha no sentido do Progresso. Quando li ; “ O último Homem da Torre “ do Aravind Adiga, um escritor que cresceu no Sul da India, relembrei que o exotismo é um passageiro que costuma viajar comigo.  E, com quem, muitas vezes, preciso de me sentar e deixar-me, seduzir por uma  galeria de tipos humanos, que têm um velho calendário com datas importantes assinaladas por círculos e marcadas pela caligrafia e que  raramente são substituídos no início do novo ano.

Esta magia, traz uma sedução que dissolve a diferença, vê-se, que, sem a angustia do Ocidente, a India é um dos países que tem, um encanto inesperado, um charme inebriante e revitalizador, a um ritmo que não teme envelhecer.
 Todos, querem tornar-se melhores, sem que isso signifique construír mais um prédio, com tijolos a serem içados, andaimes erguidos e operários emploleirados. Vive-se, no encontro com o imundo que é majestoso, com  a beleza que se acha  na destruição, em cidades e em  lugares  indispensáveis.
 As pessoas, preferem ser enriquecidas através do  alargamento da  área habitável da sua vida interior. Caótico e doce, problemático e fascinantes, pobre e feliz, tal como o “ Hotel Marigold”,  o exotismo não será vendido, não será alugado, não será renovado, mas antes, um lugar onde se pode deixar, uma chave esquecida na fechadura de um armário, que guarda apenas um velho Sari protegido das traças com bolas de cânfora.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

 

 " Eu acho que todos os homens que vêem, aqui, és tu Travis"

   Nastassja Kinski, Paris Texas,

     Win Wenders 1984


 


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

 

Sophia Loren, one of the only actresses to win an Oscar, Grammy, and Golden Globe awards

 
 
 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

 
 

Vicky Cristina Barcelona,

 woody Allen

 


“ Juan Antonio, flies himself, for sight-seeing, fine eating and drinking, and hopefully, love-making…”

Woody Allen é Americano de origem Judaica, gosta de escrever para as mulheres, com uma escrita, que vem da inspiração que o feminino lhe dá. Eu, sou Europeia Católica , nascida, numa cidade cheia de luz , encaro as coisas da maneira que aprendi , em estilo livre e a  fazer sozinha. Sempre que posso, volto aqui, a este filme, como se tivesse um contrato de ocupação sem nunca ter pago o preço de admissão.

A primeira recordação, é;  a de  um fim e semana que mudou estas vidas, desenhando novas descobertas para quem acha que está a perder coisas que nunca teve. E, estas, três vastas existências;  Cristina,  Vicky e  Juan António, de uma maneira, ou de outra, criaram vários momentos e experimentaram, variações bruscas, más noticias, acontecimentos mágicos e pesadelos. Acompanharam as mudanças e deixaram espaço para voltar.

 Nos várias promessas, vividas com “ Vicky, Cristina Barcelona” , desde a sensatez , á pura emoção, procura-se uma resposta que esclareça todas as configurações emocionais. Procura-se; a experiência. E,  que esta, seja, como se encontrasse-mos uma casa pronta, e essa casa fosse nossa, e descoberta em devido tempo e  em certa velocidade, como  uma notícia nova, uma notícia diferente, que provoca um espanto sombrio e que nos leve para lá a qualquer momento. A qualquer momento mesmo. Talvez o seguinte. “ you´ve got to get lucky”.

 
 
 
 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015



“ We are all fuckin different”

Benedict Cumberbatch, é o retrato  de Alan Turing, um matemático genial, que ajudou a antecipar o fim da segunda guerra,  ao desvendar os códigos das operações  da Alemanha Nazi. Juntam-se a ele, Linguistas, campeões de xadrez e prodigiosos fazedores de palavras cruzadas;  um desfile de oficiais da inteligência que jogam; o “ jogo da Imitação”. Um filme, pleno em  reconstituição histórica e com um  enorme caracter que nos incita ao combate aberto e permanente  para escrever o próximo “algoritmo” ou resolver o próximo problema.  Um filme, que soma o gênio, a complexidade e a pressão, de Turing, vendo-se, a vida intensa e assombrada de um gay assumido na Inglaterra da década de 50. Nenhum aspecto particular da vida deste homem foi focado, talvez porque nunca nos peçam que gostemos dele.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014



About a fashion photographer deal with a mysterious beauty

Michelangelo Antonioni

 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014


Um modo inteligente de se tornar " rosa"
( oscar para curta de animação em 1964 )

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

 

"También somos lo que hemos perdido".

  ( in Amores Perros)

 A vivência fragmentada, brutal e inteligente é a que nos traz mais esperança. Sem lugares comuns a felicidade chega rude, intensa e repleta de energia. E, nas vidas anónimas encontram-se as mesmas coisas que não foram nas nossas vidas, mostra-se, a vulnerabilidade e complexidade da existência humana. Somos feitos também do que não conseguimos e isto não nos faz render, faz-nos entreter, cria vários momentos de avanços e retrocessos. De busca. Quem procura tem a coragem de se reinventar, de se desvincular para ter encontros que mudem para sempre as nossas vidas.

  El Chivo, personagem ( vagabundo ) do filme “ Amores Perros” foi feliz, a partir do dia em que resgatou )  cofi ( cão) para o tratar e curar, esta relação com o animal devolveu-lhe o afecto e o instinto que precisava para deixar de matar a soldo e voltar á família. Uma apaixonada decisão nos limites da liberdade e longe, muito longe, do murmurado ” quase me tocas”, ”quase te toco”. Na violência pode faltar muita coisa, menos um golpe de asa. Este filme lembra isso.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

 
Ladrão de Bicicletas
Pós guerra. Neo-realismo Italiano, uma programação ficcional da derrota e da destruição. Honesta. Um filme sobre a gestão do limiar da oportunidade, com um tremendo encantamento pela cumplicidade.
 Vittorio De Sica  1948 ( oscar de melhor filme estrangeiro)
 





I don't want to die and I don't want to live

Philip Seymour Hoffman, actor e realizador está na nossa memória. Em 2005 a sua interpretação valeu-lhe o oscar de melhor actor em Capote. Um percurso de conquista de espaço e reconhecimento desde a sua primeira apresentação publica em 1999 quando iniciou a carreira na televisão. Foi sempre assim ; um actor cool, até agora , “ under de age of 40”.

Esperávamos vê-lo em breve, no papel de Plutarch Heavensbee na saga jogos Vorazes de Suzanne Collins e esperávamos mais ; que não desperdiçasse a vida. Não nos podemos demitir da exigência de continuar a viver, isto é “uncool”. Não importa se temos talento óscares, brilho , intensidade, porque é sempre sinónimo de estupidez , evocar a morte.  A vida é uma dádiva e por príncipio não se renega.

 




quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ultimo Tango em Paris






  

 Jeanne (Maria Schneider) é uma parisiense jovem bela à procura de um apartamento. Paul (Marlon Brando) é um misterioso americano ainda de luto pela morte recente da mulher. Jeanne e Paul entregam-se a uma tempestuosa relação carnal sem nunca revelarem as próprias identidades. A história, longe de ser considerada de teor superficial, terá grandes repercussões para ambos.

www.festadocinemaitaliano.com/‎

Argumento: Bernardo Bertolucci
Intérpretes: Marlon Brando, Maria Schneider, Maria Michi, Giovanna Galletti, Gitt Magrini

 

“Enfant terrible “




 
“ invejável coerência,

Há bigodes e bigodes. Há quem os  possa usar e há quem nunca o possa fazer.  .  Numa altura em que os bigodes voltaram á moda , há quem os utilize  até para dar um bigode á industria de cinema mainstream de Hollywood.

 Robert Redford , o Sundance Kid de “ Butch and Sundance “ , êxito cinéfilo assinalável dos anos 70 ao lado de Paul Newman , está a fazê-lo  através do  festival  Sundance  e do  o canal sundance Tv que já conquistou um espaço de liberdade não ocupado. Um elogio á defesa do cinema  alternativo, independente que transmite filmes e documentários de produção autónoma.

Só por causa desta iniciativa e do seu último filme,"All Is Lost", já merecia o oscar de melhor actor.
Mas as boas causas porque não geram negócio, não dão óscares. Mas dão bigodes!